Ideias de festa de Halloween 2020
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Após  meses de parceria entre o prefeito [tooltip url="https://www.davinopolis.org/search/label/Politica?max-results=20" title="Raimundo Coquinho"]Raimundo Coquinho é o Prefeito em exercício da Cidade de Davinópolis, apos o assassinato de Ivanildo Paiva a prisão do vice por ser um suspeito.[/tooltip] e lideranças do Diretório estadual do patriotas,  um laço político que parecia promissor para a cidade de Davinópolis, inesperadamente teve seu fim neste mês de março. O motivo, manobras políticas desleais para atenderem interesses internos dentro do grupo do prefeito Raimundo e da família Paiva deixaram o líder do Patriota na região ( Doutor Lourival) desapontado com o descompromisso e falta de respeito com o projeto que o mesmo tinha para a cidade .

Com isso, Doutor Lourival deixa a pasta da Secretaria de saúde, com ele também saem do grupo de Raimundo Coquinho , o Deputado Estadual Marreca Filho, toda família marreca e Josimar Maranhãozinho (candidato ao governo do Estado). Quem assume da Secretaria agora é  Dr. Adriano, indicação de Fernanda Paiva que segundo informações que obtivemos foi o pivô de toda mudança de cenário político.

Diretoria Estadual do Partido Republicano (10) firma parceria com Dr. Assis Em busca de melhorias para o seu projeto politico em Davinópolis, Dr. Assis se filiou ao Partido Republicano neste sábado (14).

 Para oficializar o acordo, membros da Diretoria se reuniram junto com o médico e seus apoiadores para firmar essa importante parceria. Dentre os membros estaduais do partido que estiveram presentes podemos citar : 
Doutor Joaquim Moura , Assessor do Deputado Cleber verde na Região Tocantina, Jessé Simão- vice presidente Republicano em Imperatriz e Valdir Torres- Presidente do Republicano em Imperatriz. “ O nosso projeto é inovador, estamos querendo captar a vontade do povo , a nossa politica e futura gestão será do povo e para o povo”, garante Doutor Assis pré – candidato a prefeito em Davinópolis. “o partido Republicano trabalha com a visão municipalista para contribuir com a melhoria dos nossos municípios , por isso nós entendemos que o melhor nome para a cidade de Davinópolis é do Doutor Assis. Deste modo, toda estrutura do partido Republicano no Maranhão irá apoiar o Doutor Assis nas eleições de 2020. O nosso partido é limpo, ficha Limpa, nosso maior representante no Estado Deputado Cleber Verde tem mostrado que é um homem integro e que sempre viu o município de Davinópolis com bons olhos” , Ressalta Joaquim Moura , Tesoureiro do partido Republicano e assessor do Deputado Cleber Verde .
 “Nós acompanhamos o crescimento desse homem tanto no lado profissional quanto político, e digo com toda certeza que esse é o nome mais preparado para a cidade de Davinópolis. Um homem de conhecimento que valoriza o bom dialogo para melhorar questões importantes , Davinópolis precisa de mudança e Assis é o melhor nome “, Jessé Simão- vice presidente Republicano em Imperatriz . Segundo Valdir Torres- Presidente do Republicano em Imperatriz, é relevante ter uma gabaritada como Doutor Assis para a politica de Davinópolis, “quero dizer a todos da cidade de Davinópolis , o partido está junto com Doutor Assis e tem nosso total apoio e respaldo . quero desejar sucesso para esse projeto e tenho certeza que êxitos e vitórias virão”.


Em derrota para Bolsonaro, Câmara aprova projeto de armas desidratado


BRASÍLIA - Em uma derrota para o governo do presidente Jair Bolsonaro, a Câmara aprovou na noite desta terça-feira, 5, uma versão desidratada do projeto de lei do Executivo que tratava sobre a posse e o porte de armas.

Depois de uma série de tentativas de se aprovar a matéria em plenário, parlamentares fecharam um acordo para votar apenas partes do projeto que tratam de regras para Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), além de mudar penas de crimes com armas e outros temas. O projeto foi aprovado com 283 votos a favor e 140 contra, além de duas abstenções.

Em maio, Bolsonaro editou um decreto que facilitou o porte de arma e o acesso a munições para os CACs. Mas no fim de junho, o presidente revogou o texto e outros dois, também sobre armas, e enviou ao Congresso esse projeto que originalmente tratava também sobre o registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição e também sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm).

Além de retirar algumas medidas previstas no texto do governo, os deputados incluíram aumento de algumas penas previstas, como a para quem for flagrado em posse ou portando, de maneira irregular, uma arma.

Foi aprovada, ainda, uma emenda do deputado Arthur Lira (PP-AL) que especifica que o atirador esportivo, maior de 25 anos, terá direito ao porte de armas somente depois de cinco anos da primeira emissão do certificado de registro, em vez de dois anos depois, como constava da redação proposta pelo relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP).

Foram retiradas do texto qualquer possibilidade de estender porte e posse a outras categorias, como queria o governo. Agora, o Executivo deve enviar um novo texto à Câmara amanhã para tratar da ampliação das categorias que têm direito a porte de arma para o exercício de sua profissão e outros assuntos.

No fim de agosto, a Câmara aprovou a flexibilização da posse estendida de armas de fogo em propriedades rurais, a primeira legislação pró-arma aprovada no Congresso desde o início do governo Bolsonaro.

É oficial, Vereador de Davinópolis Edilton Gomes (PSDB) oficializou sua renúncia do mandato de Vereador e entregou a mesa diretora.

Vereador de Davinópolis Renuncia Cargo Edilton Gomes Presidente da Camara
Vereador Edilton Gomes (PSDB) - Imagem: Reprodução
DAVINÓPOLIS - Nessa quinta-feira (30),  pela manhã, o vereador Edilton Gomes (PSDB) entregou  sua carta de renúncia ao mandato de vereador de Davinópolis à mesa diretora da casa. O jornal teve acesso a carta assinada pelo vereador no qual não ficou claro o(s) motivo(s) da sua renúncia.

Edilto Gomes concorreu nas eleições de 2016 e obtendo 188 votos, ficando na posição 16ª dos mais votados. Entretanto não chegou a ser eleito por não atingir o número suficientes de votos válidos para assumir uma das 9 cadeira na câmara de vereadores, ficando com suplente.

Após a tragédia do assassinato do prefeito Ivanildo Paiva (PRB) em novembro de 2018, houve uma mudança nas posições  no qual Edilton acabou preencher uma das vagas.

Entramos em contato com o vereador para questionar-lo os possíveis motivos que levaram a essa decisão radical. Mas ainda não tivemos um retorno, essa matéria será atualizada assim que houver mais informações e declarações da fonte.

Mesmo com pouco tempo, o vereador contribui muito para o município de de Davinópolis, sendo ponte entre o governo do estado e municipal, buscando verbas e recursos para suprirem necessidades da cidade. Um de seus mais recentes projetos foi seu apoio a redução de tarifas do Transporte público na cidade, que é um dos mais caros em todo o estado.

Carta de Renuncia do Vereador Edilton Gomes de Davinopolis
Carta de Renuncia do Vereador Edilton Gomes (PSDB) de Davinópolis


Apesar de o PL facilitar a separação em prol das vítimas, promotora destaca que esse avanço não basta: é importante ressocializar o agressor e aumentar o poder intimidatório das penas.

Projeto de Lei propõe divórcio imediato e assistência jurídica à mulher em casos de violência

Brigas por falta de dinheiro e troca de ofensas eram comuns entre Ana** e Helton** no fechamento das contas. Casados por seis anos e pais de dois meninos, as crises do relacionamento aumentavam até que ele se desequilibrou e deu um soco na boca da esposa. “Demorou para eu perceber o caos que era nossa relação. A todo momento tentávamos nos mostrar uma família feliz, mas problemas financeiros sempre impediam”, recorda.

A violência doméstica foi o estopim para a mulher buscar a separação. Machucada e com ‘nojo’ de dormir na mesma cama que o homem, ela entrou com uma ação de divórcio dois dias depois do conflito. Ana então avisou o parceiro sobre sua escolha e foi vítima de outra agressão: Helton ficou olhando fixamente para ela em silêncio por alguns minutos, enquanto as duas crianças assistiam à cena sem entender o que ocorria ali. Ofegante, com rosto vermelho e olhos arregalados, ele pulou sobre ela no sofá e a beijou a força, segurando seus braços.

A humilhação fez Ana mudar de casa com os filhos, de seis e oito anos, para se distanciar do marido. Mas isso não foi suficiente: ela passou oito meses na Justiça para se separar do agressor e fazer a partilha de bens. “Não aguentava olhar para a cara dele nas audiências. Ficar ligada a uma pessoa que atrasou sua vida é um tormento”, desabafa.

A burocracia enfrentada por Ana, no entanto, pode estar prestes a virar passado no Brasil. O Projeto de Lei (PL) nº 510/19, criado pelo deputado federal Luiz Lima (PSL/RJ), promete agilizar as demoradas etapas do divórcio, anulação do casamento e dissolução da união estável em casos de violência doméstica.

Aguardando a sanção do presidente Jair Bolsonaro desde o começo de outubro, a proposta prevê o fim da burocracia na separação e altera o Código Civil, com o objetivo de priorizar o trâmite desse tipo de processo na Justiça. Se aprovada, o juiz terá 48 horas para encaminhar a mulher aos órgão de assistência judiciária (defensorias públicas) para que solicite a separação.

Vale ressaltar que o PL permite também que a ação prossiga sem a partilha de bens, que poderá ser realizada posteriormente. Além disso, assegura a assistência jurídica à vítima, cabendo à delegacia que a atendeu informá-la sobre o serviço.

Se a agressão ocorrer após a mulher solicitar o divórcio, a ação terá preferência no juízo em que estiver.

Para a advogada Elisa Dias Ferreira, que atua em casos de separação, a iniciativa é um grande avanço, porque a Lei Maria da Penha não toca na morosidade judicial. “Apesar de a mulher estar legalmente protegida da violência em si, temos uma burocracia muito complicada para a dissolução do relacionamento. O PL vai facilitar a vida da vítima, pois impede que ela, além da agressão, tenha de se preocupar com o divórcio”, analisa.

Como é o divórcio hoje

Atualmente, um casal espera de três meses a mais de um ano para se divorciar, a depender da partilha de bens. Se os dois concordarem com a separação e não tiverem filhos menores ou incapazes, basta levar uma escritura pública ao cartório, informando a divisão patrimonial, pensão alimentícia - se for o caso - e se voltarão a usar o nome de solteiro. É necessária a presença de um advogado, mas não é preciso ajuizar a ação.

Se houver filhos dependentes, no entanto, o divórcio é mais complicado. Deve ocorrer por ação judicial e pode ser consensual ou litigioso (quando uma das partes não aceita a separação ou discorda das decisões envolvidas nela). Nesses casos, o processo consta a divisão patrimonial, pensão e, se for o caso,  decide como fica a guarda dos filhos.

É preciso intimidar o agressor

Vale destacar que o divórcio não determina o fim da violência. Pelo contrário, há mulheres que passam a sofrer mais abusos com o término da relação ou após denunciar o agressor. É o caso de Alice**, estudante de Letras da USP.

Ela morava com seu companheiro no Conjunto Residencial da Universidade (Crusp) e, após avisá-lo que faria intercâmbio acadêmico por seis meses, ela começou a sofrer agressões físicas e psicológicas do homem. “Ele não gostou de ver o meu sucesso e se sentiu inferiorizado por eu estar com um status melhor que o dele”, alega.

Violência contra a mulher

Imagem ilustrativa

Os dois se separaram há mais de um ano, mas até hoje ela evita abrir um boletim de ocorrência contra o ex com medo de retaliações. “O Crusp é um lugar sem lei. Sinto que no momento em que eu fizer uma denúncia formal, ele vem atrás de mim. Me sinto observada lá, como se ele sempre me vigiasse”, desabafa.

Para a promotora Gabriela Manssur, do Gevid (Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher) do Ministério Público de São Paulo, parte disso se deve ao fato de que, muitas vezes, as sentenças não criam um poder intimidatório sobre o agressor. Segundo ela, as multas em dinheiro deveriam ser cumulativas de acordo com o tempo de prisão, para que o homem sentisse no bolso os impactos do crime que cometeu.

Além disso, ela avalia que é necessário aumentar a quantidade de penas e promover mecanismos que impeçam a liberdade provisória e a progressão de regime dos que já possuem histórico de violência contra a mulher, principalmente em casos de feminicídio e estupro de vulnerável.

Além do apoio jurídico

O que a Justiça não vê, as mulheres sentem’. Dona desta frase, Gabriela Manssur afirma que o poder público deveria destinar recursos exclusivos para políticas em prol das mulheres, pois existem projetos sociais com trabalhos que a lei criminal não alcança. “Há iniciativas que ajudam no fortalecimento da autoestima, cuidado com a saúde, educação, trabalho, direito ao esporte e aos cargos de liderança”, conta.

“A primeira coisa essencial para a mulher que sofre violência é o apoio e o acolhimento, porque ela está com a autoestima baixa, se vê no fundo do poço, sem força para reagir. Se alguém segurar na mão dela e puxá-la, ela consegue sair dessa situação”, defende. Cláudia**, de 44 anos, é um exemplo de que esse tipo de atitude realmente faz efeito. Ela conta que sofria agressão psicológica do ex-marido e demorou para perceber que aquilo era um tipo de abuso.

“Meu pai sempre foi muito machista e grosseiro com a minha mãe e com a gente [filhos], então eu achava normal”, explica. “Comecei a perceber que eu estava errada depois que passei a comparar o comportamento dele com o de pessoas mais cultas e quando minha filha [de 22 anos] falou comigo sobre relacionamentos abusivos”, completa.

A falta de consciência de Cláudia no passado a faz pensar que se a lei do divórcio imediato existisse na época do seu casamento, não serviria para nada. “Ajudaria se eu tivesse a cabeça de hoje. Mas eu não tinha essa noção e eu vinha de uma família que dificilmente aceitaria o divórcio”, recorda. Sua mãe, por exemplo, dizia que a agressividade era comum no comportamento masculino devido à criação machista que teve.

Apesar de já estar divorciada, o homem ainda vive na mesma casa que ela por não ter para onde ir. O contato entre os dois é mínimo e a história de Cláudia pode ajudar outras mulheres a perceberem que estão em um relacionamento violento. “A minha geração foi criada achando que tudo isso é normal. Somos filhas de pais abusivos”, critica.

Projeto oferece independência financeira para vítimas

De acordo com dados apresentados no site Justiça de Saia, idealizado por Gabriela Manssur, 30% das mulheres que sofrem agressão não denunciam, não buscam ajuda e estão em situação de risco nos lares brasileiros. “[Isso ocorre] porque muitas dependem economicamente dos maridos ou companheiros e não têm perspectivas e oportunidades de trabalho, tampouco de resgatar a autoestima e a coragem para saírem de uma vida marcada pela violência doméstica”, afirma a promotora.

Pensando nisso, ela criou o Programa Tem Saída, voltado para a inserção de mulheres vítimas de agressão e em vulnerabilidade econômica no mercado de trabalho. Para participar, é necessário ter denunciado o violentador. Veja abaixo como funciona:

Como funciona o Programa Tem Saída contra a violencia domestica
Fluxograma de funcionamento do projeto Tem Saída. Foto: Programa Tem Saída

As empresas parceiras do programa Tem Saída são: São Paulo Futebol Clube, Instituto Albert Einstein, Grupo GRSA, Magazine Luiza, Sodexo, Atento e Riachuelo.

Ressocializar o agressor também é uma saída

Atuando há 16 anos com o direito das mulheres na promotoria de São Paulo, Gabriela Manssur atestou que não basta apoiar a vítima: é importante também ressocializar o agressor para combater aos crimes. “Comecei a ver que conforme aumentavam as denúncias, eu não conseguia diminuir a violência, mesmo com os projetos de empoderamento feminino que criei”, conta.

A promotora então percebeu que grupos reflexivos de homens são uma forma eficiente de estimular a mudança cultural de agressão. Em São Paulo, por exemplo, o psicólogo e sociólogo Flávio Urra coordena o programa de discussões entre pessoas do sexo masculino “E Agora José? Pelo fim da violência contra a mulher”. Nas atividades, os integrantes compartilham experiências, frustrações e formas de se tornarem pessoas melhores.

Inspirada em modelos parecidos, Gabriela idealizou o Tempo de Despertar, um projeto paulista de ressocialização dos agressores para reduzir a reincidência da prática deste tipo de crime. A iniciativa está prevista na Lei Estadual nº 16.659 / 2018 e tem como alvo homens que respondem a inquérito policial, prisão em flagrante, medidas protetivas ou processos em andamento por violência contra a mulher. Eles são encaminhados por intimação do poder judiciário ou do Ministério Público, de forma obrigatória ou por recomendação.

No primeiro caso, os resultados são maiores: cerca de 70% dos homens concluem o curso. Mas quando é mera sugestão, a taxa cai: só 30% vão até o fim. Além disso, dados do Gevid mostram que a reincidência caiu de 65% para 2%, entre 2014 e 2016, nos trabalhos realizados em Taboão da Serra, na grande São Paulo.

“Recebemos homens que conseguem sair do alcoolismo graças ao Tempo de Despertar e que passaram a se expressar melhor os sentimentos para os filhos devido aos encontros”, afirma. “Esses homens se tornam multiplicadores do projeto. Abraçam a causa, falam dos direitos das mulheres em suas comunidades, ambientes profissionais, grupos do WhatsApp. E o importante é que as maiores beneficiadas são as mulheres. Elas vem nos agradecer”, completa.

* Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

** Nomes fictícios para preservar as vítimas

Fonte: Estadão SP



Encontro do Papa com bispos no encerramento do Sínodo — Foto: Vaticano/Divulgação
Encontro do Papa com bispos no encerramento do Sínodo — Foto: Vaticano/Divulgação


Texto propõe que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao Criador.


O documento final do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que terminou neste sábado (26), diz que a defesa da Amazônia depende de uma verdadeira “conversão ecológica e cultural”, passando pelo combate ao “pecado ecológico”.

Embora o Papa Francisco já tivesse mencionado a “conversão ecológica” em sua encíclica “Laudato Si’”, de 2015, o conceito de “pecado ecológico” foi elaborado durante o Sínodo: propõe-se que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao “Criador”, ou seja, Deus, e à sua obra, que são o planeta Terra e todos seres.

Entre os temas mais polêmicos, o Sínodo também propõe a ordenação de homens casados, em alguns casos, para suprir a falta de padres na Amazônia. Os participantes do encontro pedem para participar da discussão sobre o diaconato feminino na Igreja com suas experiências.

O diácono é um ministro dedicado ao serviço na Igreja e está um grau abaixo de um padre (não pode celebrar missas, ouvir confissões nem ungir os enfermos). Atualmente, só homens podem ser diáconos, mas há evidências de que mulheres realizaram serviços parecidos no passado.

As resoluções do Sínodo não são definitivas, mas apenas propostas entregues ao Papa após um debate que durou três semanas, no Vaticano. Participaram cerca de 250 pessoas, entre bispos, padres, religiosas, líderes indígenas, membros de outros grupos religiosos e especialistas nos temas da Amazônia. Cabe, agora, ao Papa decidir o que fazer a partir daí.

O texto final do Sínodo sobre a Amazônia foi votado por 181 participantes que têm direito a voto, os chamados “padres sinodais”. Durante a votação do documento, todos os parágrafos receberam maioria de dois terços de aprovação. Os que causaram mais discórdia foram justamente os parágrafos que tratam dos padres casados e das mulheres diaconisas.

Entre os pontos mais importantes do documento final estão:

  • O conceito de “pecado ecológico” como uma “ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente” e o chamado à conversão e o cuidado da “casa comum”, isto é, o planeta Terra.
  • Para isso, é preciso promover uma “ecologia integral como único caminho possível”. A ideia é não separar as questões ecológicas dos problemas sociais.
  • Proposta de criação de um observatório da Igreja para denunciar problemas ambientais e sociais, promovendo a “defesa da vida” e “defendendo os direitos dos mais vulneráveis”.
  • Pedido de maior mobilização da comunidade internacional para destinar recursos econômicos para a proteção da floresta e para a promoção de “um modelo de desenvolvimento justo e solidário” na Amazônia.
  • O texto faz fortes denúncias dos crimes contra os direitos humanos na Amazônia, dizendo que há “impunidade na região com relação a violações” desses direitos e “obstáculos para obter justiça”.
  • Proposta de ordenação de homens casados nas zonas remotas da Amazônia para suprir a falta de padres. O texto diz que algumas regiões passam meses e anos sem a missa. Embora continuem “apreciando o celibato como dom de Deus”, os bispos do Sínodo propõem “ordenar homens idôneos e reconhecidos da comunidade” que já sejam diáconos permanentes, mesmo que tenham uma família.
  • Há menção sobre o reconhecimento do “papel fundamental das mulheres” nas comunidades da Amazônia e um pedido para que líderes da região possam participar da discussão sobre a implantação do diaconato feminino.


O pecado ecológico

Segundo o cardeal Michael Czerny, um dos autores do documento, “as queimadas na Amazônia fizeram muita gente perceber que as coisas precisam mudar” na região. Por isso, “a palavra conversão é forte para falarmos de mudanças necessárias”. Todo o texto é delineado com essa palavra, em quatro eixos que apresentam “novos caminhos” para a Amazônia: pastoral, cultural, ecológico e sinodal.

O texto final do Sínodo propõe a seguinte definição para o “pecado ecológico”: “uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente”. Diz, ainda, que se trata de um “pecado contra as futuras gerações”. A forma de praticar esse pecado seria a contaminação e a destruição do meio ambiente.


Nesse sentido, os participantes do Sínodo pedem a criação de “ministérios especiais” para o cuidado do meio ambiente na Igreja. Seriam pessoas da Igreja com funções como cuidar do território e da água numa determinada região, além de promover a formação ecológica dos outros.

“A crise ecológica é tão profunda que se não mudarmos, não vamos conseguir sobreviver”, comentou o cardeal Czerny, na apresentação do documento. “Na Amazônia, se as coisas não mudarem, será um lugar amaldiçoado. As pessoas vão vir, levar tudo o que tem valor, e deixar só destruição. Vamos olhar para a Amazônia e não deixá-la se tornar uma maldição”, afirmou o arcebispo canadense.
Queimadas na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional — Foto: Carl de Souza/AFP
Queimadas na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional — Foto: Carl de Souza/AFP

Padres casados

Durante as três semanas do Sínodo ficou evidente que a falta de padres é uma grande preocupação da maioria dos bispos da Amazônia. Eles divergiram, no entanto, sobre as ideias de como suprir essa carência.

A proposta de ordenar homens casados de boa reputação, os chamados “viri probati”, ganhou força ao longo dos dias. Mesmo sendo um dos parágrafos que receberam menos votos de aprovação (128 a favor e 41 conta), o número 111 do texto acabou passando. Eram precisos 120 votos.

Nessa redação final, fala-se mais precisamente da elevação dos diáconos permanentes ao nível de padres. Os diáconos são homens já ordenados, mas apenas em primeiro grau. Sua função é realizar serviços nas comunidades. Podem presidir celebrações, mas não missas. Não podem ouvir confissões nem ungir os enfermos.

Como já existem padres casados no Oriente – e também os padres anglicanos que se convertem ao Catolicismo podem continuar casados – os bispos propuseram isso para a Amazônia.

O documento afirma que não se trata de extinguir o celibato dos padres – a regra que prevalece no Ocidente – mas, ainda assim, abrir a Igreja para a “ordenação de homens idôneos e reconhecidos da comunidade”, com formação adequada.

O texto sinaliza, também, que não houve acordo sobre propor essa mudança para toda a Igreja, além da Amazônia. Alguns participantes do Sínodo pedem que essa abertura mais ampla.

Diaconato feminino

A pedido de um grupo de freiras, em 2016, o Papa Francisco chegou a criar uma comissão no Vaticano para estudar o diaconato feminino na história da Igreja. A ideia era compreender como isso funcionava no passado, pois mesmo que usassem o nome “diaconisas”, nem sempre eram o equivalente aos diáconos homens. A palavra “diakonia” quer dizer serviço, em grego.

Essa comissão terminou seu trabalho em dezembro de 2018 sem chegar a um consenso sobre o que foi o diaconato feminino no passado. Desde então, o tema ficou sem conclusão e o Papa deixou que os teólogos trabalhassem de forma independente, sem a comissão.

Agora, os bispos da Amazônia pedem que esse debate seja retomado e, além disso, querem fazer parte dele. O documento final aponta para consultas realizadas antes do Sínodo em que “se reconheceu o papel fundamental das mulheres religiosas e leigas na Igreja”. Nessas consultas, muitos pediram que as mulheres possam ser diaconisas católicas.
“Por essa razão, o tema também esteve muito presente no Sínodo”, diz o texto. Ainda que de forma sutil, o documento pede que essa possibilidade seja levada a sério. “Gostaríamos de compartilhar nossas experiências e reflexões com a Comissão e esperamos os seus resultados”, diz o texto.

No discurso de encerramento do Sínodo, Francisco prometeu reabrir a comissão sobre as mulheres diaconisas.

Questão indígena e direitos humanos

O documento fala em ampliar a defesa dos povos indígenas da Amazônia, “mediante a garantia legal e inviolável dos territórios que ocupam de forma tradicional”. O Sínodo pede mais mecanismos de cooperação entre os estados, especialmente nas fronteiras.

“Em todo momento, deve-se garantir o respeito a sua autodeterminação e à sua livre decisão sobre o tipo de relações que queiram estabelecer com outros grupos”, diz o texto, acrescentando que a ameaça está especialmente na “ampliação das fronteiras extrativas de recursos naturais e no desenvolvimento de megraprojetos de infraestrutura”.

Para fazer frente a essas ameaças, os padres sinodais propõem que a Igreja crie uma nova instituição, um “observatório socioambiental pastoral”. A ideia é fazer um “diagnóstico do território e de seus conflitos socioambientais”, para que a Igreja saiba como se posicionar diante deles.


Polícia e manifestantes entram em confronto durante ato separatista em Barcelona
Policiais e manifestantes entra em confronto em Barcelona Albert Gea/Reuters

BARCELONA | AFP - Milhares de catalães voltaram às ruas neste sábado (26), em Barcelona, uma semana após os violentos confrontos que se seguiram à condenação de líderes a favor da independência da Catalunha.

Aos gritos de "liberdade", "independência" e "liberdade aos presos políticos", 350 mil pessoas, segundo a polícia, reuniram-se perto do Parlamento da Catalunha. O ato foi convocado pelas associações Assembleia Nacional da Catalunha (ANC) e Omnium Cultural, que organizam regularmente protestos em massa.

"Estou aqui para pedir liberdade aos presos políticos e exigir justiça", afirmou a vendedora Elena Cañigueral, 53, que usava uma bandeira da independência e uma camisa amarela, cor que identifica o movimento.

Elisenda Paluzie, presidente da ANC, pediu em um discurso uma "resposta política".

Um helicóptero da polícia que sobrevoava a área foi vaiado pela multidão que carregava bandeiras catalãs e faixas com mensagens como "República Catalã" e "anistia".

Essas são as primeiras grandes manifestações em Barcelona desde os atos que deixaram cerca de 600 feridos na Catalunha, nos dias seguintes à condenação de nove líderes separatistas a penas de até 13 anos de prisão.

No fim da tarde, milhares de manifestantes mais radicais, convocados pelos Comitês de Defesa da República (CDR), manifestaram-se perto da sede da Polícia Nacional na capital catalã contra a "repressão policial".

Os manifestantes, que gritavam "fora, forças de ocupação" e "fora, bandeira espanhola", atiraram latas, bolinhas de plástico e garrafas na polícia de choque nas ruas ao redor.

Os agentes, que num primeiro momento se mostraram passivos, responderam com golpes, desobstruíram as vias e prenderam várias pessoas. Apesar da tensão, os choques foram muito menores que os da semana passada.

Neste domingo (27), será a vez dos anti-independência desfilar pelo passeio de Gràcia, ponto turístico da cidade, em resposta à convocação da Sociedade Civil Catalã, que organizou grandes protestos após a tentativa de separação em outubro de 2017.

Em 14 de outubro, cerca de 10 mil pessoas tentaram paralisar o aeroporto de Barcelona, entrando em choque com a polícia.

Depois, de terça a sexta-feira, manifestações nas principais cidades desta região, de 7,5 milhões de habitantes, acabaram em violência.

Ativistas ergueram barricadas e lançaram pedras, bolas de aço e coquetéis molotov contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, cenas que destoam do caráter pacífico que defende o movimento separatista.

Muitos jovens justificaram a violência pela falta de resultados das grandes marchas pacíficas.

Um total de 367 civis ficaram feridos e quatro deles perderam um olho, segundo a Secretaria de Saúde do governo regional catalão, enquanto 289 policiais ficaram feridos, segundo a porta-voz do governo espanhol.

A tensão diminuiu e na sexta-feira à noite alguns milhares de estudantes se manifestaram calmamente em Barcelona contra a "repressão policial".

A marcha anti-independência de domingo pretende "dizer 'basta' à violência e ao confronto" buscado pelo governo separatista regional, disse à AFP o presidente da associação Sociedade Civil Catalã, Fernando Sánchez Costa.

Pessoas seguram cartaz com a frase "eu acuso" em Barcelona, após sentença que condenou líderes separatistas catalães Lluis Gene/AFP
Pessoas seguram cartaz com a frase "eu acuso" em Barcelona, após sentença que condenou líderes separatistas catalães Lluis Gene/AFP

Membros do governo socialista da Espanha, incluindo o ministro das Relações Exteriores, o catalão Josep Borrell, que será chefe da diplomacia europeia, participarão da marcha.

Também marcarão presença políticos de direita da oposição, que pedem ao governo medidas excepcionais contra a violência na Catalunha, antes das eleições legislativas de 10 de novembro.

"Acredito que o governo está fazendo o que precisa", respondeu na sexta-feira o chefe do Executivo, o premiê interino Pedro Sánchez. "Existem grupos violentos que procuram fazer desta crise uma crise permanente. Eles receberão uma resposta serena, mas firme".

No poder desde junho de 2018, em parte graças aos votos dos separatistas catalães, Sánchez iniciou uma negociação que rapidamente foi interrompida.

Ele agora é ignorado pelo presidente da região catalã, o separatista Quim Torra, que pede um "diálogo incondicional", uma maneira de exigir que o governo aceite a organização de um referendo de autodeterminação.

deputado Roberto Costa anunciou que o MDB em Imperatriz terá candidato a prefeito em imperatriz

Em conversa exclusiva com o Blogueiro Jhon Cutrim, o deputado Roberto Costa anunciou que o MDB em Imperatriz terá candidato a prefeito. “O nosso pré-candidato a prefeito é o empresário Francisco Santos Soares, o ‘Franciscano’, revelou Costa ao blog John Cutrim.

Na eleição passada, o MDB elegeu o atual prefeito Assis Ramos, que deixou a legenda e se filiou ao DEM.

De acordo com Roberto Costa, não está descartado o MDB fechar apoio a outro candidato na cidade. No entanto, a sigla está fechada com o nome de Franciscano.

Ex-prefeito de São Francisco do Brejão, Franciscano já foi presidente da Associação Comercial de Imperatriz, presidente do Sindicato Rural, além de dirigir e participar de outras entidades, como Rotary, e ser um dos fundadores do Sindicato Rural de Açailândia.

Fonte> Blog da Kelly

Presidente do Chile pede a ministros que coloquem cargos à disposição
O presidente do Chile Sebastián Piñera, durante um discurso em Santiago - Pedro Lopez /AFP

Durante discurso, Sebastián Piñera disse também que pretende encerrar estado de emergência no país.

SANTIAGO | AFP - Em pronunciamento transmitido via redes sociais neste sábado (26), o presidente chileno Sebastián Piñera disse que pediu a todos ministros que coloquem seus cargos à disposição para “poder estruturar um novo gabinete e enfrentar as novas demandas [da população]”.

Durante o comunicado, feito do palácio de La Moneda, a sede da Presidência, na capital Santiago, o mandatário também afirmou que pretende encerrar neste domingo (27) o estado de emergência se “as circunstâncias permitirem”.

Desde o início das manifestações, ao menos 18 pessoas morreram e 6.000 foram detidos.

Em meio à onda de violência, Piñera pediu ajuda a uma de suas maiores adversárias políticas, a ex-presidente Michelle Bachelet, atual Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, para que investigue a situação.

Junto com a fala do presidente, as Forças Armadas decretaram a suspensão do toque de recolher decretado em Santiago desde sábado passado, numa tentativa de restabelecer a normalidade no território.

A declaração do mandatário ocorre um dia depois de uma grande manifestação na capital chilena, quando mais de 1,2 milhão de pessoas se reuniram em um ato pacífico na praça Itália, tradicional locais de protestos no país.

O ato, chamado de "a maior marcha do Chile", marcou o oitavo dia de mobilizações que inicialmente eram contra o aumento da tarifa do metrô, debandaram para outras reivindicações e hoje representam o episódio social mais grave em 30 anos, desde o final da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Durante sua mensagem, Piñera voltou a elogiar a marcha, chamando-a de “muito alegre e pacífica”, como fez na sexta, e afirmando que ela “abre caminhos de esperança”

O presidente chileno também afirmou que vai enviar ao Congresso medidas para atender as demandas apresentadas durante as manifestações.

Dentro do que chamou de “agenda social”, estão melhorias nas aposentadorias e a estabilização do preço de serviços básicos (como água e energia elétrica).

Para colocá-las em prática, Piñera pediu ao Congresso cooperação para aprovar as medidas. Ele também pediu um esforço conjunto da sociedade para que o país volte à normalidade de forma “responsável”.

Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile
Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile

A onda de manifestações no Chile começou na semana passada motivada por um aumento de 3,75% no valor da tarifa de metrô.

Mesmo com o cancelamento do reajuste, as mobilizações cresceram e logo congregaram diversas reivindicações sociais, como melhoria no acesso à saúde e à educação, serviços privatizados e que consomem boa parte da renda dos chilenos.

O Chile é uma das economias mais estáveis e, ao mesmo tempo, mais desiguais da América Latina.

Quando o número de mortes devido aos protestos ainda era 15, Piñera foi à TV pedir desculpas pelo que chamou de “falta de visão” para antecipar a crise social que convulsiona o Chile.

PSL registra pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro

Documento é assinado por parlamentares paulistas da ala bivaristas, como Major Olímpio e Joice Hasselmann.

A Executiva Nacional do PSL registrou em cartório nesta quinta-feira (24) um pedido de expulsão do líder da bancada do partido na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP). Deputados paulistas da ala bivaristas entregaram o pedido ao partido.

Os parlamentares querem ainda a destituição de Eduardo do cargo de presidente do diretório estadual de São Paulo.

O documento é assinado pelo senador Major Olímpio e pelos deputados Abou Anni, Coronel Tadeu, Joice Hasselmann e Júnior Bozzella.

Outro pedido é que seja revogado o cancelamento de 200 diretórios municipais do PSL em São Paulo. A alegação é que Eduardo suspendeu esses diretórios de forma ilegal e que age colocando interesses pessoais acima do partidário. O documento inicial pedia apenas destituição e a reativação dos diretórios, mas o pedido de expulsão foi feito em um complemento.

O grupo bivarista anexou ao documento uma postagem feito por Eduardo no dia 4 de outubro em sua conta no Twitter. “Nos locais em SP onde houver judicialização do PSL municipal apoiaremos candidatos de outros partidos ou ninguém, simples. Não vamos apoiar alguém só porque é do PSL”, escreveu Eduardo. Para os bivaristas, isso é um sinal de que o Eduardo age contra o partido.

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Por armas, Brasil fecha intenção de cooperação com Emirados Árabes

De acordo com Itamaraty, além das conversas relativas a produção e venda de armas, o governo deve assinar um acordo sobre informações militares.


BRASIL - Logo após a chegada do presidente Jair Bolsonaro a Abu Dhabi, o Brasil e os Emirados Árabes fecharam dois memorandos de entendimento na área da Defesa. Um deles trata da formação de um fundo de cooperação para a expansão da capacidade produtiva do setor e o outro de uma parceria estratégica relacionada ao desenvolvimento, produção e comercialização de armamentos.

Há pouco, o presidente Jair Bolsonaro antecipou que trataria de cooperações relacionadas a armamentos durante a sua passagem pelo Oriente Medio. "Armamentos. Basicamente é isso aí, meios de se defender. Ninguém quer um Brasil extremamente belicoso, mas devemos ter o mínimo de dissuasão", declarou a jornalistas após participar de cerimônia militar de homenagem aos mártires dos Emirados Árabes.

Bolsonaro afirmou que "todos os países buscam negociação nesse sentido (Defesa)" com o Brasil. "Todos, sem exceção, onde quer que eu vá essa questão sobre defesa é colocada na mesa", disse.

Segundo Bolsonaro, o Brasil foi "esquecido nessa área" nos últimos 30 anos. Em seguida, no entanto, disse que a área foi deixada de lado desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou o país entre 1995 e 2003.

De acordo com integrantes do Itamaraty, além das conversas relativas a produção e venda de armas, o governo deve assinar amanhã um acordo sobre proteção mútua de informações militares.

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CPI sobre vazamento de óleo no Nordeste é protocolada na Câmara

Mais de 250 parlamentares assinam o documento para criar colegiado para apurar responsabilidade sobre vazamento de óleo que atinge as praias nordestinas.


A tragédia ambiental que atinge o litoral nordestino pode virar alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O pedido da investigação foi protocolado nesta quarta-feira (23) e teve apoio de mais de 250 parlamentares.

A proposta, encabeçada pelo deputado João Campos (PSB-PE), pretende investigar a origem do vazamento que atinge o Nordeste e se houve omissão do governo federal.

O PCdoB é uma das legendas que assina o pedido de CPI. Representando a legenda, o vice-líder da bancada, deputado Renildo Calheiros (PE), enfatizou que esta não é uma ação da Oposição, mas de todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente e cobrou a instalação do colegiado.

“Esperamos que a Câmara instale essa CPI para que busquemos as informações para esclarecimento do que aconteceu. Essa CPI, além de buscar os responsáveis, precisa sugerir modificações na legislação brasileira para que um fato igual a esse não volte a acontecer”, afirmo o parlamentar.

Agora, a solicitação aguarda conferência das assinaturas pela Mesa Diretora da Câmara. Caberá ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidir se cria ou não uma CPI para investigar o caso que tende a agravar a imagem do governo Bolsonaro na área ambiental.

Quase dois meses depois de identificada a primeira mancha, o petróleo se espalhou ao longo de mais de 2.200 quilômetros de costa, entre o Maranhão e a Bahia, sem que o governo federal ativasse o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água.

Apesar de o governo Bolsonaro afirmar que está fazendo seu trabalho, até agora, o que tem se visto é a ação dos estados e municípios e da população na limpeza do litoral.

Fonte: PCdoB na Câmara

Ato contra governador Flávio Dino será realizado na UFMG

Manifestantes pretendem denunciar atuação do governo do estado na opressão a camponeses, indígenas e quilombolas.


Estudantes e professores devem realizar no próximo dia 21 de outubro, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). um ato público em solidariedade à luta camponesa, indígena e quilombola no Maranhão. O ato é organizado pela Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo), será realizado no Campus da UFMG da Pampulha, em Belo Horizonte.

O movimento faz parte da Campanha Nacional de Liberdade aos Presos Políticos do Governador Flávio Dino/PCdoB.

De acordo com o movimento, o governador Flávio Dino promove “prisões, processos e toda ordem de perseguição e arbitrariedades”.

Ainda segundo os organizadores do ato, camponeses, indígenas e quilombolas da Baixada Maranhense “estão enfrentando uma covarde opressão por parte ao estado maranhense”.

O ato está marcado para acontecer no Auditório Carangola da FAFICH (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais), Campus Pampulha.


Deputados e senadores maranhenses não conseguiram chegar a um acordo sobre divisão da emenda de bancada impositiva
Deputados e senadores maranhenses não conseguiram chegar a um acordo sobre divisão da emenda de bancada impositiva (Divulgação)

Prazo para apresentar proposta com direcionamento para aplicação da verba terminou na última quinta-feira, 24; ficará para a Comissão de Orçamento definir de que forma a emenda impositiva será direcionada no Maranhão.

MARANHÃO - Divergência na bancada do Maranhão no Congresso Nacional pode levar o estado a perder a emenda impositiva de bancada de mais de R$ 240 milhões para o próximo ano. Os 18 deputados e os três senadores perderam o prazo (que foi até a última quinta-feira, 24) para protocolar a proposta na Comissão de Orçamento. Em tese, os parlamentares perderam o direito de indicar para quais áreas e quais municípios a verba deveria ser direcionada.

Esta não é a primeira vez que os deputados e senadores do Maranhão se desentendem sobre a distribuição da emenda de bancada impositiva. Ano passado, houve uma divergência sobre a distribuição, mas os parlamentares (a maioria, pelo menos) conseguiram formar uma proposta para o uso da verba federal.

Este ano, a divisão se acentuou com a mudança da configuração da bancada maranhense.

Três propostas foram apresentadas pelos parlamentares. Duas ganharam força e causaram a divisão da bancada. A primeira previa que 20% dos R$ 240 milhões fossem destinados para o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT) para obras nas rodovias. Verbas também seriam direcionados para o IFMAs, Codevasp, Aldenora Bello, Saúde nos municípios e para abastecimento de água. Os restantes seriam divididos de forma igual entre os 21 membros da bancada para direcionamento individual.

Assinaram esta proposta 14 deputados (mínimo previsto em lei), mas nenhum senador (a lei prevê que, pelo menos, um terço da bancada dos estados no Senado deve assinar a proposta para divisão da emenda impositiva de bancada).

No entanto, na quinta-feira, 24, os três senadores do Maranhão – Roberto Rocha (PSDB), Eliziane Gama (Cidadania) e Weverton Rocha (PDT) – apresentaram uma nova proposta: 20% do total (cerca de R$ 50 milhões) seria destinado para o governo do Estado para aplicação na Saúde (nos projetos Ninar e Sorrir e ainda no Hospital de Traumatologia), R$ 62 milhões para o DNIT para obras de duplicação e em recuperação de rodovias, R$ 7 milhões para o Codevasp para obras nos canais de São Luís e R$ 3,5 milhões para Telebras viabilizar internet para municípios.

Outros R$ 126 milhões seriam divididos de forma igual para os 21 parlamentares da bancada maranhense.

Esta proposta dos senadores foi assinada pelos três representantes do Maranhão no Senado, mas somente por 10 deputados federais.

Segundo o deputado Hildo Rocha (MDB), houve uma manobra dos deputados do PCdoB e dos ligados ao Governo do Estado. Para o emedebista, a divergência é o direcionamento de R$ 50 milhões para a gestão estadual.

“Como posso concordar em direcionar verba para a Saúde por meio do governo estadual se sabemos que há desvios? Bastar vê as denúncias e até operação da Polícia Federal. Se os deputados aliados de Flávio Dino querem direcionar verba para o governo, que o façam individualmente”, afirmou Hildo Rocha.

Márcio Jerry, deputado do PCdoB, diz que falta sensibilidade dos deputados que não assinaram a proposta dos senadores maranhenses já que o dinheiro (R$ 50 milhões) serão usados em projetos e serviços importantes no Maranhão.

“Temos R$ 50 milhões para o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, o HTO, e ainda dois projetos importantíssimos no estado que é o Sorrir e o Nina. São programas fundamentais”, disse o comunista.

Pacificar

Com o prazo esgotado para protocolar a ata com a proposta de divisão da emenda de bancada impositiva, o coordenador da bancada maranhense, deputado Juscelino Filho (DEM), tem tentando reverter a situação. Ele tentará, na próxima semana, protocolar a proposta dos deputados e senadores maranhenses mesmo com o prazo esgotado.

Para isto, ele tem conversado com os deputados que não assinaram a proposta dos senadores. “Estamos conversando com os colegas. Falando da importância da união em prol do Maranhão. Sabemos que o ponto de discordância passa pela verba que vai para o estado e pelo valor individual. Mas precisamos buscar um consenso para que os maranhenses não percam com esse impasse”, afirmou Juscelino Filho.

Mais

Não assinaram a proposta feita pelos senadores maranhenses os deputados: Aluísio Mendes (PSC), Eduardo Braide (sem partido), Edilázio Júnior (PSD), Hildo Rocha (MDB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriota) e Pastor Gildenemyr (PL).

Sem consenso, verba da bancada do MA pode ser definida por comissão

Se a intenção do deputado Juscelino Filho (de conseguir mais quatro deputados para assinar a proposta que veio dos senadores para apresentar a Comissão de Orçamento mesmo fora do prazo) não tiver sucesso, o destino dos mais de R$ 240 milhões de emenda de bancada impositiva será definido pela Comissão de Orçamento do Congresso.

Com isto, fica a cargo dos membros da comissão definir quais as áreas e locais (governo, órgãos federais, municípios) a verba será enviada.

Dentro desta lógica, os deputados que decidiram não assinar a proposta de Weverton Rocha, Roberto Rocha e Eliziane Gama têm vantagem já que dos maranhenses membros da comissão, todos são contra.

Fazem parte da comissão de Orçamento dos deputados Hildo Rocha, Aluísio Mendes, Josimar de Maranhãozinho e Marreca Filho.

Por fazerem parte da comissão, os maranhenses podem conversar com demais membros para direcionar a verba para um só local.

“Eu defendo que a emenda de bancada seja direcionada em sua integridade para o DNIT e que as obras de duplicação e melhorias das rodovias federais sejam concluídas o quanto antes. Não chegamos a um acordo. A saída será a comissão de Orçamento”, disse Hildo Rocha.


Promover o desenvolvimento infantil integral; apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento das crianças; cuidar da criança em situação de vulnerabilidade até os seis anos de idade e fortalecer o vínculo afetivo e o papel das famílias no cuidado, na proteção e na educação das crianças. Esses são os principais objetivos do programa “Criança Feliz” que está em fase de implantação em Davinópolis.

Projeto criança Feliz -  Davinópolis Maranhão


DAVINÓPOLIS - De acordo com o coordenador do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Francisco Nunes, o município iniciou nesta semana a capacitação de servidores que atuarão no programa em Davinópolis.

“Esses agentes atuarão no desenvolvimento da primeira infância, inclusive vai atender gestantes, crianças de até três anos de idade beneficiárias do Bolsa Família e até seis anos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, explicou ele.

Os visitadores estão sendo capacitados em diversas áreas de conhecimento, como saúde, educação, serviço social, direitos humanos, cultura etc. Para participar do programa, é preciso manter os dados no Cadastro Único atualizados, principalmente quando há grávidas e crianças de até três anos na família.

Conforme o programa, as equipes do “Criança Feliz” farão o acompanhamento e darão orientações importantes para fortalecer os vínculos familiares e comunitários e estimular o desenvolvimento infantil.


FONTE DE CRÉDITOS:
Gil Carvalho - http://www.gilcarvalho.net
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