Ideias de festa de Halloween 2020
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© EPA Especialistas esperam que a descoberta ajude no desenvolvimento de vacina para covid-19
Cientistas australianos disseram ter identificado pela primeira vez como o sistema imunológico combate a infecção pelo novo coronavírus, causador da doença covid-19.
A pesquisa, publicada na revista médica Nature Medicine, mostra que as pessoas estão se recuperando da infecção pelo novo coronavírus da mesma maneira como elas se recuperam de uma gripe.[
Segundo os especialistas, determinar quais células do sistema imunológico atuam no combate ao vírus poderá ajudar no desenvolvimento de uma vacina.
Globalmente, as autoridades já confirmaram mais de 170 mil casos de infecção pelo coronavírus e mais de 7 mil mortes. Cerca de 80 mil infectados já se recuperaram.
'Esta descoberta é importante porque é a primeira vez que estamos realmente entendendo como nosso sistema imunológico combate o novo coronavírus", disse Katherine Kedzierska, co-autora do estudo.
Outros especialistas afirmaram que a pesquisa do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, de Melbourne, é "um grande avanço".

O que foi descoberto?

Muitas pessoas já se recuperaram da covid-19, o que demonstra que o sistema imunológico consegue combater efetivamente o vírus, já que não existe hoje um tratamento que ofereça a cura da doença.
Os pesquisadores australianos identificaram quatro tipos de células do sistema imunológico que combatem o novo coronavírus.
Elas foram observadas com o acompanhamento de uma paciente que teve sintomas entre leves e moderados e não tinha nenhum problema prévio de saúde.

© BBC


© BBC

A mulher de 47 anos de Wuhan, na China, foi internada em um hospital na Austrália e se recuperou em 14 dias.
Kedzierska disse à BBC que a equipe dela havia examinado "a totalidade da resposta imunológica" da paciente.
Três dias antes da mulher começar a melhorar, células específicas foram identificadas em sua corrente sanguínea.
Em pacientes com influenza (gripe comum), as mesmas células também aparecem no mesmo estágio da recuperação, segundo Kedzierska.
Raios-x dos pulmões de paciente mostraram a recuperação após aparecimento de células do sistema imonológico
© INSTITUTO PETER DOHERTY Raios-x dos pulmões de paciente mostraram a recuperação após aparecimento de células do sistema imonológico

"Nós ficamos muito animados com nossos resultados — e com o fato de que nós podemos realmente registrar o aparecimento das células imunológicas no paciente infectado antes da melhora clínica", disse ela à BBC.
Mais de uma dezena de pesquisadores trabalharam em tempo integral por quatro semanas para realizar as análises, segundo ela.

Como isso vai ajudar?

Segundo Bruce Thompson, professor decano de ciências médicas da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne, o entendimento sobre quando as células imunológicas começam a atuar pode "prever o ciclo do vírus".
"Quando você sabe quando as várias respostas do corpo acontecem, você pode prever onde está no processo de recuperação", disse Thompson à BBC News.
O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, disse que a descoberta poderia também ajudar a acelerar a produção de uma vacina e de potenciais tratamentos para pacientes infectados.
Kedzierska diz que o próximo passo para os cientistas é determinar por que a resposta imunológica é mais fraca nos casos mais graves.
"É realmente essencial entender o que falta ou o que é diferente nos pacientes que morreram ou que tiveram doenças mais graves — para podermos entender como protegê-los", disse.
Em janeiro, o instituto se tornou o primeiro no mundo a recriar o vírus fora da China.
Desde então, o centro recebeu fundos adicionais do governo australiano e doações de empresas e do bilionário chinês Jack Ma.

Fenômeno conhecido localmente como 'calima' é capaz de levantar nuvens de areia e poeira do deserto do Saara e transportá-las pelos 95 quilômetros que separam as ilhas da costa africana.

Tempestade de areia provoca fechamento de aeroportos nas Ilhas Canárias

As autoridades espanholas disseram no domingo (23) que fecharam aeroportos nas Ilhas Canárias por causa de uma tempestade de vento que cega o arquipélago com areia e poeira.

As autoridades aeroportuárias da Espanha disseram que os aviões que chegaram foram redirecionados para outros destinos e que nenhum voo está autorizado a deixar aeroportos nos aeroportos das ilhas.

O governo regional das Ilhas Canárias diz que as rajadas de vento podem atingir os 120 km/h. As autoridades irão manter escolas fechadas na segunda-feira.

Imagens de televisão mostram palmeiras balançando ao vento em meio a uma espessa de névoa amarela que envolve as ilhas.

O fenômeno das tempestades, conhecido localmente como “calima”, é capaz de levantar nuvens de areia e poeira do deserto do Saara e transportá-las pelos 95 quilômetros que separam as ilhas da costa africana.


Passageiro no aeroporto cobrindo o rosto pela fumaça

Aeroporto muito lotado

Câmara deve votar na próxima semana se Trump sofrerá impeachment por abuso de poder e obstrução de Justiça; decisão final sobre afastamento da presidência depende do Senado. Decisão dos termos aconteceu após mais de 12 horas de debate e rejeição a cinco emendas.


O Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (13) os "artigos do impeachment" — ou seja, as denúncias formais que serão apresentadas ao plenário na votação para definir se o presidente Donald Trump sofrerá ou não julgamento no Senado.

Os "artigos do impeachment" são as duas seguintes acusações contra Trump:

Abuso de poder ao pedir investigação contra os Biden, no que os deputados consideraram "interferência de um governo estrangeiro" em favor da reeleição de Trump em 2020;
Obstrução de justiça por ignorar intimações e se recusar em entregar documentos aos investigadores durante o inquérito.

Debate de emendas


A sessão foi interrompida na quinta-feira (12) antes da votação final. O deputado Jerrold Nadler, do Partido Democrata de Nova York e presidente do comitê, disse que queria que os membros “buscassem em suas consciências” uma decisão.

Os republicanos fizeram manobras para prolongar o debate, e os democratas decidiram que era melhor não votar durante a madrugada –dificilmente haveria espectadores a essa hora.

Os republicanos tentaram diluir os artigos cinco vezes, mas falharam todas as cinco, porque os democratas têm 23 deputados no comitê, contra 17 do Partido Republicano.

Deputados do Partido Republicano, o mesmo de Trump, apresentaram emendas para atenuar as acusações contra o presidente e votaram em bloco.

Em uma delas, os governistas chegaram a propor a retirada completa da acusação de abuso de poder, mas a maioria democrata rejeitou.

Depois, o deputado governista Matt Gaetz pediu a retirada da menção a Joe Biden e indicou que, no telefonema, Trump pedia investigação apenas à empresa Burisma e a Hunter Biden, que atuou no conselho de administração da companhia ucraniana.

Qualquer membro do comitê tinha liberdade para propor emendas e qualquer um podia participar do debate sobre elas.

Diplomata dos EUA admite ter condicionado ajuda à Ucrânia à investigação sobre Biden


O embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, admitiu nesta terça-feira (5) durante um depoimento ao Congresso ter condicionado a ajuda militar à Ucrânia em troca da abertura de uma investigação sobre Joe Biden, um dos adversários democratas do presidente Donald Trump.

Numa das evidências mais incriminatórias contra Trump até o momento, Sondland afirmou que disse a uma autoridade ucraniana que a ajuda militar dos Estados Unidos não seria entregue até que Kiev garantisse publicamente que investigaria a relação de Biden e seu filho com a empresa de energia Burisma.

Sondland, em um depoimento que invalidou uma versão anterior em que negou todos os fatos, admitiu que propôs o "quid pro quo" (do latim, "algo em troca de algo") supostamente ilegal e repetidamente negado por Trump, em conversa, em 1º de setembro, com Andrey Yermak, consultor sênior do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

Ao depor em 17 de outubro a parlamentares responsáveis pelo processo de impeachment de Trump, o embaixador disse que falou para Yermak que "a retomada da ajuda americana provavelmente não ocorreria até que a Ucrânia fornecesse o relatório anticorrupção "que eles discutiam há semanas".

Segundo a transcrição, o diplomata afirmou que este foi o ponto culminante de meses de pressão em Kiev, principalmente através do advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, para abrir investigações "anticorrupção" contra Biden e seu filho Hunter, que fazia parte do conselho executivo da empresa ucraniana entre 2014 e 2019.

O embaixador na União Europeia, nomeado por Trump após doar um milhão de dólares para sua posse, estava plenamente ciente da relação entre os 391 milhões de dólares em apoio militar dos EUA e a ajuda da Ucrânia a Trump, visando sua reeleição no próximo ano.

- Democratas fundamentam ação -

Sondland também admitiu para os legisladores que entendeu que a ligação entre a investigação e a ajuda militar era "imprópria".

Questionado sobre a ilegalidade da iniciativa de Trump, o embaixador respondeu: "Não sou advogado, mas presumo que sim".

A Casa Branca negou várias vezes qualquer vínculo entre a ajuda à Ucrânia e os pedidos de Trump, apesar das evidências da transcrição da ligação telefônica de 25 de julho entre o presidente americano e Zelenski.

O depoimento de Sondland e o de Kurt Volker, um emissário especial dos EUA para a Ucrânia, parecem fortalecer a acusação dos democratas de que Trump abusou de seu poder ao solicitar ajuda externa para favorecer sua campanha de reeleição e que ele deveria ter o mandato cassado.

O procedimento adquiriu uma nova dimensão com a aprovação, em 31 de outubro, de uma resolução autorizando audiências públicas de funcionários.

A nova fase pública marca um grande impulso na investigação para uma possível votação contra Trump na Câmara.

Se a Câmara dos Deputados - onde os democratas têm maioria - votar a favor de sua destituição, Trump será submetido a um julgamento no Senado, de maioria republicana.

A Casa Branca informou que os testemunhos não oferecem evidências da "farsa da investigação", que ele também descreveu como "ilegítima".

Encontro do Papa com bispos no encerramento do Sínodo — Foto: Vaticano/Divulgação
Encontro do Papa com bispos no encerramento do Sínodo — Foto: Vaticano/Divulgação


Texto propõe que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao Criador.


O documento final do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que terminou neste sábado (26), diz que a defesa da Amazônia depende de uma verdadeira “conversão ecológica e cultural”, passando pelo combate ao “pecado ecológico”.

Embora o Papa Francisco já tivesse mencionado a “conversão ecológica” em sua encíclica “Laudato Si’”, de 2015, o conceito de “pecado ecológico” foi elaborado durante o Sínodo: propõe-se que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao “Criador”, ou seja, Deus, e à sua obra, que são o planeta Terra e todos seres.

Entre os temas mais polêmicos, o Sínodo também propõe a ordenação de homens casados, em alguns casos, para suprir a falta de padres na Amazônia. Os participantes do encontro pedem para participar da discussão sobre o diaconato feminino na Igreja com suas experiências.

O diácono é um ministro dedicado ao serviço na Igreja e está um grau abaixo de um padre (não pode celebrar missas, ouvir confissões nem ungir os enfermos). Atualmente, só homens podem ser diáconos, mas há evidências de que mulheres realizaram serviços parecidos no passado.

As resoluções do Sínodo não são definitivas, mas apenas propostas entregues ao Papa após um debate que durou três semanas, no Vaticano. Participaram cerca de 250 pessoas, entre bispos, padres, religiosas, líderes indígenas, membros de outros grupos religiosos e especialistas nos temas da Amazônia. Cabe, agora, ao Papa decidir o que fazer a partir daí.

O texto final do Sínodo sobre a Amazônia foi votado por 181 participantes que têm direito a voto, os chamados “padres sinodais”. Durante a votação do documento, todos os parágrafos receberam maioria de dois terços de aprovação. Os que causaram mais discórdia foram justamente os parágrafos que tratam dos padres casados e das mulheres diaconisas.

Entre os pontos mais importantes do documento final estão:

  • O conceito de “pecado ecológico” como uma “ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente” e o chamado à conversão e o cuidado da “casa comum”, isto é, o planeta Terra.
  • Para isso, é preciso promover uma “ecologia integral como único caminho possível”. A ideia é não separar as questões ecológicas dos problemas sociais.
  • Proposta de criação de um observatório da Igreja para denunciar problemas ambientais e sociais, promovendo a “defesa da vida” e “defendendo os direitos dos mais vulneráveis”.
  • Pedido de maior mobilização da comunidade internacional para destinar recursos econômicos para a proteção da floresta e para a promoção de “um modelo de desenvolvimento justo e solidário” na Amazônia.
  • O texto faz fortes denúncias dos crimes contra os direitos humanos na Amazônia, dizendo que há “impunidade na região com relação a violações” desses direitos e “obstáculos para obter justiça”.
  • Proposta de ordenação de homens casados nas zonas remotas da Amazônia para suprir a falta de padres. O texto diz que algumas regiões passam meses e anos sem a missa. Embora continuem “apreciando o celibato como dom de Deus”, os bispos do Sínodo propõem “ordenar homens idôneos e reconhecidos da comunidade” que já sejam diáconos permanentes, mesmo que tenham uma família.
  • Há menção sobre o reconhecimento do “papel fundamental das mulheres” nas comunidades da Amazônia e um pedido para que líderes da região possam participar da discussão sobre a implantação do diaconato feminino.


O pecado ecológico

Segundo o cardeal Michael Czerny, um dos autores do documento, “as queimadas na Amazônia fizeram muita gente perceber que as coisas precisam mudar” na região. Por isso, “a palavra conversão é forte para falarmos de mudanças necessárias”. Todo o texto é delineado com essa palavra, em quatro eixos que apresentam “novos caminhos” para a Amazônia: pastoral, cultural, ecológico e sinodal.

O texto final do Sínodo propõe a seguinte definição para o “pecado ecológico”: “uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o ambiente”. Diz, ainda, que se trata de um “pecado contra as futuras gerações”. A forma de praticar esse pecado seria a contaminação e a destruição do meio ambiente.


Nesse sentido, os participantes do Sínodo pedem a criação de “ministérios especiais” para o cuidado do meio ambiente na Igreja. Seriam pessoas da Igreja com funções como cuidar do território e da água numa determinada região, além de promover a formação ecológica dos outros.

“A crise ecológica é tão profunda que se não mudarmos, não vamos conseguir sobreviver”, comentou o cardeal Czerny, na apresentação do documento. “Na Amazônia, se as coisas não mudarem, será um lugar amaldiçoado. As pessoas vão vir, levar tudo o que tem valor, e deixar só destruição. Vamos olhar para a Amazônia e não deixá-la se tornar uma maldição”, afirmou o arcebispo canadense.
Queimadas na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional — Foto: Carl de Souza/AFP
Queimadas na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional — Foto: Carl de Souza/AFP

Padres casados

Durante as três semanas do Sínodo ficou evidente que a falta de padres é uma grande preocupação da maioria dos bispos da Amazônia. Eles divergiram, no entanto, sobre as ideias de como suprir essa carência.

A proposta de ordenar homens casados de boa reputação, os chamados “viri probati”, ganhou força ao longo dos dias. Mesmo sendo um dos parágrafos que receberam menos votos de aprovação (128 a favor e 41 conta), o número 111 do texto acabou passando. Eram precisos 120 votos.

Nessa redação final, fala-se mais precisamente da elevação dos diáconos permanentes ao nível de padres. Os diáconos são homens já ordenados, mas apenas em primeiro grau. Sua função é realizar serviços nas comunidades. Podem presidir celebrações, mas não missas. Não podem ouvir confissões nem ungir os enfermos.

Como já existem padres casados no Oriente – e também os padres anglicanos que se convertem ao Catolicismo podem continuar casados – os bispos propuseram isso para a Amazônia.

O documento afirma que não se trata de extinguir o celibato dos padres – a regra que prevalece no Ocidente – mas, ainda assim, abrir a Igreja para a “ordenação de homens idôneos e reconhecidos da comunidade”, com formação adequada.

O texto sinaliza, também, que não houve acordo sobre propor essa mudança para toda a Igreja, além da Amazônia. Alguns participantes do Sínodo pedem que essa abertura mais ampla.

Diaconato feminino

A pedido de um grupo de freiras, em 2016, o Papa Francisco chegou a criar uma comissão no Vaticano para estudar o diaconato feminino na história da Igreja. A ideia era compreender como isso funcionava no passado, pois mesmo que usassem o nome “diaconisas”, nem sempre eram o equivalente aos diáconos homens. A palavra “diakonia” quer dizer serviço, em grego.

Essa comissão terminou seu trabalho em dezembro de 2018 sem chegar a um consenso sobre o que foi o diaconato feminino no passado. Desde então, o tema ficou sem conclusão e o Papa deixou que os teólogos trabalhassem de forma independente, sem a comissão.

Agora, os bispos da Amazônia pedem que esse debate seja retomado e, além disso, querem fazer parte dele. O documento final aponta para consultas realizadas antes do Sínodo em que “se reconheceu o papel fundamental das mulheres religiosas e leigas na Igreja”. Nessas consultas, muitos pediram que as mulheres possam ser diaconisas católicas.
“Por essa razão, o tema também esteve muito presente no Sínodo”, diz o texto. Ainda que de forma sutil, o documento pede que essa possibilidade seja levada a sério. “Gostaríamos de compartilhar nossas experiências e reflexões com a Comissão e esperamos os seus resultados”, diz o texto.

No discurso de encerramento do Sínodo, Francisco prometeu reabrir a comissão sobre as mulheres diaconisas.

Questão indígena e direitos humanos

O documento fala em ampliar a defesa dos povos indígenas da Amazônia, “mediante a garantia legal e inviolável dos territórios que ocupam de forma tradicional”. O Sínodo pede mais mecanismos de cooperação entre os estados, especialmente nas fronteiras.

“Em todo momento, deve-se garantir o respeito a sua autodeterminação e à sua livre decisão sobre o tipo de relações que queiram estabelecer com outros grupos”, diz o texto, acrescentando que a ameaça está especialmente na “ampliação das fronteiras extrativas de recursos naturais e no desenvolvimento de megraprojetos de infraestrutura”.

Para fazer frente a essas ameaças, os padres sinodais propõem que a Igreja crie uma nova instituição, um “observatório socioambiental pastoral”. A ideia é fazer um “diagnóstico do território e de seus conflitos socioambientais”, para que a Igreja saiba como se posicionar diante deles.


Policial dirige caminhão encontrado com 39 corpos em Grays, na região de Essex, na Inglaterra, na quarta-feira (23) — Foto: Ben Stansall / AFP
Policial dirige caminhão encontrado com 39 corpos em Grays, na região de Essex, na Inglaterra, na quarta-feira (23) — Foto: Ben Stansall / AFP

A polícia britânica informou neste sábado (26) que ainda não tem a confirmação da identidade dos 39 mortos encontrados dentro de um caminhão em Essex, na Inglaterra, nesta semana. Inicialmente, a corporação acreditava que todos eram chineses, mas agora, há suspeita de que ao menos parte deles eram vietnamitas. Um homem foi declarado como culpado.

Durante uma entrevista coletiva para a imprensa, a polícia disse que ainda ainda levará um tempo até a descoberta da real identidade das vítimas. De acordo com a agência AFP, existe a suspeita de que os mortos tinham passaportes chineses falsificados, dificultando o processo de reconhecimento.

A polícia prendeu e acusa o motorista do caminhão, Maurice Robinson, de 25 anos, por homicídio, conspiração em tráfico de pessoas e em imigração ilegal, além de lavagem de dinheiro. Outras três pessoas já foram presas suspeitas de participarem da morte das 39 pessoas.

Vietnamitas entre os mortos
Ainda segundo a AFP, ao menos duas famílias vietnamitas temem que seus filhos estejam entre as 39 vítimas — 31 homens e 8 mulheres.

Nguyen Dinh Gia, pai de um jovem de 20 anos, disse à agência que recebeu, há alguns dias, um telefonema informando que seu filho morreu quando tentava chegar ao Reino Unido.

Já o irmão de Pham Thi Tra, de 26 anos, disse ter recebido uma ligação do irmão dizendo que não conseguia "respirar mais" e que estava "prestes a morrer".

O primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuan Phuc, ordenou que as autoridades locais determinem se os cidadãos vietnamitas realmente estão entre as 39 pessoas encontradas no caminhão.

Nguyen Xuan Phuc, primeiro-ministro do Vietnã — Foto: Carl Court/Pool/ReutersNguyen Xuan Phuc, primeiro-ministro do Vietnã — Foto: Carl Court/Pool/Reuters
Nguyen Xuan Phuc, primeiro-ministro do Vietnã — Foto: Carl Court/Pool/Reuters


Segundo a agência Reuters, o primeiro-ministro disse que “quaisquer violações serão estritamente tratadas". O Ministério das Relações Exteriores do Vietnã comunicou que havia instruído sua embaixada de Londres a ajudar a polícia britânica na identificação de vítimas.

Rota do caminhão
Os corpos dentro do caminhão foram encontrados na madrugada de quarta-feira, em uma zona industrial da cidade de Grays. A polícia britânica foi alertada pelo serviço de emergência sobre os cadáveres e agora investiga a rota que o caminhão percorreu até lá.

O que se sabe até agora é que:

O carroceria do caminhão chegou aproximadamente às 23h30 de segunda-feira (horário local) a Purfleet, porto do Tâmisa, procedente de Zeebrugge, Bélgica.
A cabine partiu de Dublin, na Irlanda, e entrou no Reino Unido pela cidade portuária de Holyhead, no País de Gales, no domingo (20).

As autoridades búlgaras também confirmaram o emplacamento do veículo na Bulgária em 2017, mas afirmaram que o veículo não retornou ao país desde então. "Não há conexão, apenas com as placas", declarou o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borissov.

Outros casos
Ainda quarta-feira, a polícia de Kent também anunciou que localizou e transferiu para as autoridades de imigração nove pessoas encontradas vivas em um caminhão em uma rodovia ao sudeste de Londres.

Em junho de 2000, 58 imigrantes chineses foram encontrados sufocados em um caminhão em Dover. Entre eles, foram encontrados dois sobreviventes, de acordo com a BBC. Um motorista holandês foi preso no ano seguinte por homicídio culposo.

Em agosto de 2015, no auge da crise migratória, um caminhão frigorífico com 71 corpos de imigrantes foi encontrado abandonado no leste da Áustria. O veículo havia deixado a Hungria, que era rota dos dezenas de milhares de refugiados que fugiam do Oriente Médio e na África.

Sede da Microsoft em Redmond, Washington — Foto: Ted S. Warren/AP Photo/Arquivo
Sede da Microsoft em Redmond, Washington — Foto: Ted S. Warren/AP Photo/Arquivo

Modernização digital do sistema usado pelo Pentágono dos Estados Unidos vai ser gerido por meio de computação na nuvem.

A Microsoft ganhou um contrato de 10 bilhões de dólares do Pentágono para computação de nuvem, informou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A empresa venceu a Amazon, que era favorita à licitação.

O processo de licitação vinha sendo marcado por alegações de conflito de interesse, atraindo até a atenção do presidente Donald Trump, que publicamente atacou a Amazon e seu fundador, Jeff Bezos.

Trump disse em agosto que seu governo estava revendo a proposta da Amazon após reclamações de outras empresas.

O contrato da Nuvem de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (JEDI, na sigla em inglês) faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono, com o objetivo de torná-lo mais ágil tecnologicamente.

Especificamente, o objetivo da JEDI é dar ao Exército melhor acesso a dados e à nuvem a partir dos campo de batalha e outros locais remotos.

A empresa Oracle expressou preocupações sobre o processo de licitação, incluindo o papel de um ex-funcionário da Amazon que trabalhou no projeto no Departamento de Defesa, mas se retirou da licitação.

Em um comunicado, um porta-voz da Amazon Web Services (AWS) disse que a empresa estava “surpresa pela conclusão” do processo de escolha. A AWS está considerando opções para apelar do resultado, disse uma pessoa próxima ao assunto à Reuters.

Embora o Pentágono seja a maior potência militar do mundo, sua tecnologia de informação permanece terrivelmente inadequada, segundo muitos oficiais.

Polícia e manifestantes entram em confronto durante ato separatista em Barcelona
Policiais e manifestantes entra em confronto em Barcelona Albert Gea/Reuters

BARCELONA | AFP - Milhares de catalães voltaram às ruas neste sábado (26), em Barcelona, uma semana após os violentos confrontos que se seguiram à condenação de líderes a favor da independência da Catalunha.

Aos gritos de "liberdade", "independência" e "liberdade aos presos políticos", 350 mil pessoas, segundo a polícia, reuniram-se perto do Parlamento da Catalunha. O ato foi convocado pelas associações Assembleia Nacional da Catalunha (ANC) e Omnium Cultural, que organizam regularmente protestos em massa.

"Estou aqui para pedir liberdade aos presos políticos e exigir justiça", afirmou a vendedora Elena Cañigueral, 53, que usava uma bandeira da independência e uma camisa amarela, cor que identifica o movimento.

Elisenda Paluzie, presidente da ANC, pediu em um discurso uma "resposta política".

Um helicóptero da polícia que sobrevoava a área foi vaiado pela multidão que carregava bandeiras catalãs e faixas com mensagens como "República Catalã" e "anistia".

Essas são as primeiras grandes manifestações em Barcelona desde os atos que deixaram cerca de 600 feridos na Catalunha, nos dias seguintes à condenação de nove líderes separatistas a penas de até 13 anos de prisão.

No fim da tarde, milhares de manifestantes mais radicais, convocados pelos Comitês de Defesa da República (CDR), manifestaram-se perto da sede da Polícia Nacional na capital catalã contra a "repressão policial".

Os manifestantes, que gritavam "fora, forças de ocupação" e "fora, bandeira espanhola", atiraram latas, bolinhas de plástico e garrafas na polícia de choque nas ruas ao redor.

Os agentes, que num primeiro momento se mostraram passivos, responderam com golpes, desobstruíram as vias e prenderam várias pessoas. Apesar da tensão, os choques foram muito menores que os da semana passada.

Neste domingo (27), será a vez dos anti-independência desfilar pelo passeio de Gràcia, ponto turístico da cidade, em resposta à convocação da Sociedade Civil Catalã, que organizou grandes protestos após a tentativa de separação em outubro de 2017.

Em 14 de outubro, cerca de 10 mil pessoas tentaram paralisar o aeroporto de Barcelona, entrando em choque com a polícia.

Depois, de terça a sexta-feira, manifestações nas principais cidades desta região, de 7,5 milhões de habitantes, acabaram em violência.

Ativistas ergueram barricadas e lançaram pedras, bolas de aço e coquetéis molotov contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, cenas que destoam do caráter pacífico que defende o movimento separatista.

Muitos jovens justificaram a violência pela falta de resultados das grandes marchas pacíficas.

Um total de 367 civis ficaram feridos e quatro deles perderam um olho, segundo a Secretaria de Saúde do governo regional catalão, enquanto 289 policiais ficaram feridos, segundo a porta-voz do governo espanhol.

A tensão diminuiu e na sexta-feira à noite alguns milhares de estudantes se manifestaram calmamente em Barcelona contra a "repressão policial".

A marcha anti-independência de domingo pretende "dizer 'basta' à violência e ao confronto" buscado pelo governo separatista regional, disse à AFP o presidente da associação Sociedade Civil Catalã, Fernando Sánchez Costa.

Pessoas seguram cartaz com a frase "eu acuso" em Barcelona, após sentença que condenou líderes separatistas catalães Lluis Gene/AFP
Pessoas seguram cartaz com a frase "eu acuso" em Barcelona, após sentença que condenou líderes separatistas catalães Lluis Gene/AFP

Membros do governo socialista da Espanha, incluindo o ministro das Relações Exteriores, o catalão Josep Borrell, que será chefe da diplomacia europeia, participarão da marcha.

Também marcarão presença políticos de direita da oposição, que pedem ao governo medidas excepcionais contra a violência na Catalunha, antes das eleições legislativas de 10 de novembro.

"Acredito que o governo está fazendo o que precisa", respondeu na sexta-feira o chefe do Executivo, o premiê interino Pedro Sánchez. "Existem grupos violentos que procuram fazer desta crise uma crise permanente. Eles receberão uma resposta serena, mas firme".

No poder desde junho de 2018, em parte graças aos votos dos separatistas catalães, Sánchez iniciou uma negociação que rapidamente foi interrompida.

Ele agora é ignorado pelo presidente da região catalã, o separatista Quim Torra, que pede um "diálogo incondicional", uma maneira de exigir que o governo aceite a organização de um referendo de autodeterminação.

Presidente do Chile pede a ministros que coloquem cargos à disposição
O presidente do Chile Sebastián Piñera, durante um discurso em Santiago - Pedro Lopez /AFP

Durante discurso, Sebastián Piñera disse também que pretende encerrar estado de emergência no país.

SANTIAGO | AFP - Em pronunciamento transmitido via redes sociais neste sábado (26), o presidente chileno Sebastián Piñera disse que pediu a todos ministros que coloquem seus cargos à disposição para “poder estruturar um novo gabinete e enfrentar as novas demandas [da população]”.

Durante o comunicado, feito do palácio de La Moneda, a sede da Presidência, na capital Santiago, o mandatário também afirmou que pretende encerrar neste domingo (27) o estado de emergência se “as circunstâncias permitirem”.

Desde o início das manifestações, ao menos 18 pessoas morreram e 6.000 foram detidos.

Em meio à onda de violência, Piñera pediu ajuda a uma de suas maiores adversárias políticas, a ex-presidente Michelle Bachelet, atual Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, para que investigue a situação.

Junto com a fala do presidente, as Forças Armadas decretaram a suspensão do toque de recolher decretado em Santiago desde sábado passado, numa tentativa de restabelecer a normalidade no território.

A declaração do mandatário ocorre um dia depois de uma grande manifestação na capital chilena, quando mais de 1,2 milhão de pessoas se reuniram em um ato pacífico na praça Itália, tradicional locais de protestos no país.

O ato, chamado de "a maior marcha do Chile", marcou o oitavo dia de mobilizações que inicialmente eram contra o aumento da tarifa do metrô, debandaram para outras reivindicações e hoje representam o episódio social mais grave em 30 anos, desde o final da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Durante sua mensagem, Piñera voltou a elogiar a marcha, chamando-a de “muito alegre e pacífica”, como fez na sexta, e afirmando que ela “abre caminhos de esperança”

O presidente chileno também afirmou que vai enviar ao Congresso medidas para atender as demandas apresentadas durante as manifestações.

Dentro do que chamou de “agenda social”, estão melhorias nas aposentadorias e a estabilização do preço de serviços básicos (como água e energia elétrica).

Para colocá-las em prática, Piñera pediu ao Congresso cooperação para aprovar as medidas. Ele também pediu um esforço conjunto da sociedade para que o país volte à normalidade de forma “responsável”.

Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile
Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile

A onda de manifestações no Chile começou na semana passada motivada por um aumento de 3,75% no valor da tarifa de metrô.

Mesmo com o cancelamento do reajuste, as mobilizações cresceram e logo congregaram diversas reivindicações sociais, como melhoria no acesso à saúde e à educação, serviços privatizados e que consomem boa parte da renda dos chilenos.

O Chile é uma das economias mais estáveis e, ao mesmo tempo, mais desiguais da América Latina.

Quando o número de mortes devido aos protestos ainda era 15, Piñera foi à TV pedir desculpas pelo que chamou de “falta de visão” para antecipar a crise social que convulsiona o Chile.
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