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Presidente do Chile pede a ministros que coloquem cargos à disposição
O presidente do Chile Sebastián Piñera, durante um discurso em Santiago - Pedro Lopez /AFP

Durante discurso, Sebastián Piñera disse também que pretende encerrar estado de emergência no país.

SANTIAGO | AFP - Em pronunciamento transmitido via redes sociais neste sábado (26), o presidente chileno Sebastián Piñera disse que pediu a todos ministros que coloquem seus cargos à disposição para “poder estruturar um novo gabinete e enfrentar as novas demandas [da população]”.

Durante o comunicado, feito do palácio de La Moneda, a sede da Presidência, na capital Santiago, o mandatário também afirmou que pretende encerrar neste domingo (27) o estado de emergência se “as circunstâncias permitirem”.

Desde o início das manifestações, ao menos 18 pessoas morreram e 6.000 foram detidos.

Em meio à onda de violência, Piñera pediu ajuda a uma de suas maiores adversárias políticas, a ex-presidente Michelle Bachelet, atual Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, para que investigue a situação.

Junto com a fala do presidente, as Forças Armadas decretaram a suspensão do toque de recolher decretado em Santiago desde sábado passado, numa tentativa de restabelecer a normalidade no território.

A declaração do mandatário ocorre um dia depois de uma grande manifestação na capital chilena, quando mais de 1,2 milhão de pessoas se reuniram em um ato pacífico na praça Itália, tradicional locais de protestos no país.

O ato, chamado de "a maior marcha do Chile", marcou o oitavo dia de mobilizações que inicialmente eram contra o aumento da tarifa do metrô, debandaram para outras reivindicações e hoje representam o episódio social mais grave em 30 anos, desde o final da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Durante sua mensagem, Piñera voltou a elogiar a marcha, chamando-a de “muito alegre e pacífica”, como fez na sexta, e afirmando que ela “abre caminhos de esperança”

O presidente chileno também afirmou que vai enviar ao Congresso medidas para atender as demandas apresentadas durante as manifestações.

Dentro do que chamou de “agenda social”, estão melhorias nas aposentadorias e a estabilização do preço de serviços básicos (como água e energia elétrica).

Para colocá-las em prática, Piñera pediu ao Congresso cooperação para aprovar as medidas. Ele também pediu um esforço conjunto da sociedade para que o país volte à normalidade de forma “responsável”.

Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile
Grande marcha toma Santiago em oitavo dia de protestos no Chile

A onda de manifestações no Chile começou na semana passada motivada por um aumento de 3,75% no valor da tarifa de metrô.

Mesmo com o cancelamento do reajuste, as mobilizações cresceram e logo congregaram diversas reivindicações sociais, como melhoria no acesso à saúde e à educação, serviços privatizados e que consomem boa parte da renda dos chilenos.

O Chile é uma das economias mais estáveis e, ao mesmo tempo, mais desiguais da América Latina.

Quando o número de mortes devido aos protestos ainda era 15, Piñera foi à TV pedir desculpas pelo que chamou de “falta de visão” para antecipar a crise social que convulsiona o Chile.

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